PostHeaderIcon Porque dar a liberdade de escolha ao aluno é essencial (e não cruel)

A maior dificuldade de grande parte dos profissionais da educação está em conseguir atrair o interesse dos alunos para determinado assunto.

Qual será a melhor maneira de chegar a esse interesse? Fazendo, sob ameaça de notas vermelhas, o aluno decorar (ou colar na prova) diversos dados que, para ele, não fazem sentido nenhum? Ou dando liberdade para o aluno escolher os assuntos que quer estudar e, através das suas necessidades, aprender os conteúdos pedagógicos?

Para que os alunos estejam de corpo e alma na sala de aula, é necessário que se tenha motivação e que a atividade traga um significado. Para que a aprendizagem aconteça, o aluno precisa querer aprender determinado assunto. E qual a melhor maneira de se conseguir isso se não dando ao aluno a liberdade de escolher?

O conhecimento humano surge das necessidades que o homem tem de enfrentar os obstáculos. O ser humano passou a dominar a agricultura por causa da dificuldade de conseguir alimentos e do desconforto de uma vida nômade. A roda foi desenvolvida pela necessidade de facilitar o transporte. Assim acontecem as evoluções e descobertas.

Segundo a revista Veja, em uma reportagem sobre a educação, ao aprender por experiências e necessidades, as crianças podem ter o seu conhecimento limitado. Como “não faz frio suficiente na Amazônia para congelar os rios, um aluno daquela região pode jamais aprender os mecanismos físicos que produzem esse estado da água apenas por ele não fazer parte de sua realidade”.

Esse mesmo aluno, porém, pode escolher entender porque não tem neve na Amazônia e porque às vezes chove “gelo”. Ou então, ao estudar sobre esportes, querer aprender sobre patinação no gelo. Até mesmo pode querer vender suco para conseguir dinheiro para seu empreendimento e precisar fazer gelo. E descobrir por qual razão esse mesmo gelo derrete se exposto ao sol. Pode querer também estudar sobre os bonecos de neve ou aprender sobre o Pólo Norte, coisas que sempre vê no Natal.

As possibilidades de aprendizagem são infinitas e aparecem. É mais interessante que elas apareçam em apostilas e sejam forçadas a entrar no dia-a-dia da criança? Ou que elas apareçam naturalmente no dia-a-dia da criança e que, por interesse delas, tragam conhecimentos pedagógicos?

5 Responses to “Porque dar a liberdade de escolha ao aluno é essencial (e não cruel)”

  • Tati says:

    Sim, é muito complicado poder entender o sentido de abdicar do direito de planejar sozinha, visualizar um fim sozinha e promover muitos conteúdos sozinha, já que a maioria de nós foi educado e cresceu dentro de um sistema de ensino fechado e impositivo. Porém, cabe a cada um de nós se dispor a abrir a porta da inovação, do que é realmente importante e do que propicia verdadeiro interesse ao aluno – que na minha opinião é a chave do sucesso.
    Ter alunos interessados sem pressão alguma, simplesmente porque o tema lhes é atrativo e porque tiveram a liberdade de poder estudá-lo, é o caminho dos tijolos de ouro, é o arco-íris com pote de tesouro no fim…
    Como uma professora que tenta acompanhar essa transição, percebo em mim melhorias na qualidade da aula…Melhoria no aproveitamento dos temas, dos conteúdos, dos desempenhos dos alunos e até mesmo o meu desempenho!
    Tenho certeza que o caminho é esse, e minha intenção é não desviar dele e ajudar a trazer mais colegas para esse novo rumo educacional.

Leave a Reply