PostHeaderIcon Como o vivencionismo vê casos de bullying?

Bullying, comumente retratado como o ato de dar apelidos às pessoas, não se trata apenas de uma brincadeira entre crianças. Trata-se de um ato agressivo e negativo, executado por repetidas vezes. Esta é uma situação que não está restrita apenas a escolas, mas acontece com grande freqüência neste ambiente.

Na Pedagogia Vivencionista, a preocupação está, muitas vezes, voltada para a criança autora do bullying. Quando uma criança agride, psicológica ou fisicamente, outro aluno, torna-se evidente que há algo nela que não está normal, podendo isto ser de caráter afetivo, emocional, psicológico, etc. Essa criança precisa de atenção e de cuidados específicos para que deixe de ser agressiva e violenta.

 Ao invés de acusar e castigar, uma escola vivencionista se preocupa em dialogar com essa criança, para tentar entender quais as possíveis causas de um comportamento assim. Por fim, também através de uma conversa, a escola apresenta as conseqüências que a criança sofrerá se continuar tratando os colegas dessa maneira.

Como uma dessas possíveis conseqüências de suas agressões, a criança autora do bullying acaba sendo excluída da turma pelos próprios colegas. Usando o princípio do “ato-consequência”, as crianças que sofrem bullying não vão querer continuar junto do agressor.

O princípio do “ato-consequência” é uma maneira eficaz de mudar o comportamento de uma criança que pratica o bullying. Todo ato traz a sua conseqüência e, se a criança não sabe respeitar os colegas, ela não poderá continuar na sala de aula com eles. Essa situação, que acaba sendo imposta pelos próprios colegas, faz com que o aluno repense suas agressões e mude o seu comportamento, pois há o interesse de estar com os seus colegas.

Quanto àquele que sofre o bullying, a preocupação fica voltada para o fato de que essa criança pode ter a sua autoestima afetada, deixando de acreditar nas suas próprias escolhas. Uma pessoa com baixa autoestima tem o seu aprendizado e o seu desenvolvimento afetado.

Segundo a Pedagogia Vivencionista, a autoestima da criança é essencial. Sem ela, o aluno não arrisca, não cria, não acredita em si mesmo. Segundo Marcelo Rodrigues, autor do livro “Pedagogia Vivencionista”, “para que se tenha livre acesso ao mundo, é preciso, an­tes de mais nada, autoestima”.

Por isso é necessário cuidar da autoestima das crianças, conversar com toda a turma, apresentar que as pessoas têm diferenças individuais e que isso não significa ser melhor ou pior, significa apenas ser diferente. A partir de uma discussão, devemos cuidar para que nenhuma criança tenha sua autoestima prejudicada por alguma situação de bullying.

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