PostHeaderIcon A busca pelos sonhos

“Uma pessoa empreendedora é uma pessoa que concebe o futuro, imagina o futuro, cria o futuro e tem ousadia e coragem de transformar esse futuro em realidade. Esse é um conceito amplo, mais abrangente do que o conceito do empreendedorismo voltado para empresa. Em outras palavras, o empreendedor é alguém que sonha um sonho acordado, um sonho que significa concepção do futuro e tem a coragem de transformar esse sonho em realidade”.

Esse discurso é de Fernando Dolabela, empreendedor e escritor, que criou o programa de ensino de empreendedorismo implantado nas escolas públicas brasileiras.

O descurso de Fernando vai ao encontro do que pensa o vivencionismo. Ser empreendedor não é apenas criar, desenvolver e fazer crescer uma empresa. É criar, desenvolver e fazer real um sonho.

No vivencionismo, as crianças aprendem esse empreendedorismo desde cedo.

PostHeaderIcon Educação empreendedora

Esperando para ser aprovado no Senado, existe um projeto de lei  para criar uma matéria chamada “educação financeira”, obrigatória para o ensino médio e o ensino fundamental. Segundo a senadora Nilmar Ruiz (TO), “o trâmite dessa matéria precisa ser mais rápido, para que possamos promover nas escolas a concepção de que é necessário saber usar e poupar o dinheiro para ter saúde financeira e viver com tranqüilidade”.

Mais importante do que uma “educação financeira”, o vivencionismo conta com uma educação empreendedora: as crianças não só aprendem a usar e poupar o dinheiro como também desenvolvem, desde cedo, seus próprios empreendimentos.

Desde o planejamento de um passeio até a criação de um mercado ou venda de doces, as crianças escolhem o que desejam fazer e decidem os caminhos que usarão para atingir esse objetivo. O sucesso desse empreendimento depende da dedicação e das escolhas das crianças.

Se a educação para o empreendedorismo começa desde cedo, ainda na infância, essas crianças saberão aplicar de forma mais precisa esses conceitos durante a vida adulta, assim tendo maior facilidade na busca pelos próprios sonhos.

PostHeaderIcon O sucesso de acordo com o vivencionismo

“Cresci cercado de médicos por todos os lados – meu pai, meu avô, vários dos meus tios. No Colégio Santo Inácio, no Rio, onde estudei a vida inteira, o curso colegial estava dividido em turmas na época. Eu estava na turma de Medicina e queria ser médico – ou melhor, achava que queria ser médico. Quando foi chegando a hora do vestibular, me dei conta de que gostava da profissão, achava bonita por tudo que eu via, a paixão das pessoas que estavam perto de mim. Mas ficou claro que eu não tinha essa paixão”.

O trecho acima reproduzido faz parte da entrevista publicada pelo jornal Estadão em 24 de maio de 2010. O entrevistado é Arminio Fraga, 52 anos, economista ex-presidente do Banco Central e sócio-fundador da Gávea Investimentos.

Este pensamento reflete uma das bases da pedagogia Vivencionista: é essencial que haja liberdade de escolha. O sucesso não é apenas ter uma ótima carreira. Sucesso é, principalmente, a realização de um sonho.

Será que Arminio Fraga teria atingido tal sucesso como médico? Será que, não tendo paixão por medicina, teria sido possível prestar atenção às aulas, dedicar-se, fazer o melhor de si? Ou a liberdade de escolha, a liberdade de não ser obrigado a seguir os passos da família, foram essenciais para o seu sucesso profissional?

PostHeaderIcon A prova é necessária?

A avaliação é parte constante do processo de ensino/aprendizagem. Fazê-la através de prova, com registro no papel, é obrigatório a partir do segundo ano do ensino fundamental. Avaliar, porém, não é simplesmente aplicar uma prova e converter as respostas em números, chegando-se a uma nota final. Avaliar, segundo o dicionário Aurélio, é “determinar o valor”, e isso não está necessariamente ligado a uma prova formal.

Qual o valor de provas escritas se comparadas com a observação atenta de um professor no dia-a-dia? Em uma prova, o papel do professor é somente o de ser o juiz, de julgar e dar a nota final. Em uma observação constante, o papel do professor muda. Através de uma dinâmica interativa em que o professor não toma um papel superior na sala de aula, este consegue perceber o desenvolvimento de cada aluno individualmente e, assim, avaliar para saber quais os objetivos foram atingidos e como o professor pode ajudar o aluno.

Seria necessário então um registro em papel se este não fosse imposto pelo MEC?

PostHeaderIcon A matemática vivencionista

Dados divulgados nesta quarta-feira, 26, confirmaram o que todos imaginam: 44% dos alunos de terceiro ano do ensino médio das redes municipais tiveram desempenho insuficiente em matemática. Os dados divulgados pelo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) mostram também que no ensino fundamental a disciplina tem os piores resultados.

Grande parte das dificuldades em aprender matemática pode ser atribuída ao desinteresse e à falta de motivação dos estudantes. Isso porque o ensino atual da matemática não é compatível com a realidade: os alunos não forçados a aprender conceitos sem que entendam o seu verdadeiro significado.

Através do vivencionismo, diversas teorias são aprendidas na prática. Ou seja: a matemática aparece como ela é no dia-a-dia, calculando valores para um passeio, descobrindo ângulos para a construção de um experimento, aprendendo fração para a divisão da horta da escola, medindo espaço para decidirem se caberia um novo brinquedo, etc.

Com significado e valor prático, os conceitos são absorvidos facilmente. A matemática, no vivencionismo, perde a imagem maçante que foi criada sobre ela. E se torna divertida.

PostHeaderIcon O uso de novas tecnologias

Segundo dados publicados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) nesta terça-feira, 25, apenas metade das escolas brasileiras tem conexão com a internet. Esse número é inferior ao de países ricos e até mesmo de alguns países menos desenvolvidos que o Brasil.

Até que ponto isso pode afetar o desenvolvimento dos alunos? A internet utilizada como ferramenta de ensino pode trazer enormes ganhos. Se a escola souber ensinar aos seus alunos a melhor forma de explorar as novas tecnologias, o conhecimento disponível para esses alunos será infinito. Orkut, Facebook, Twitter, todos tem o seu lado positivo.

Digite qualquer assunto no Google e perceba a quantidade de respostas que você terá. Qual o uso positivo que se pode ter dessas novas ferramentas de busca? Qual implicação isso terá no desenvolvimento do senso crítico da criança, ao tentar descobrir de uma fonte é segura ou não?

Alguns professores recusam-se a aderir a essas novas tecnologias. Se bem usadas, que mal podem trazer?

PostHeaderIcon Internacionalizando o vivencionismo

O livro “Lifelike Pedagogy”, versão em inglês da “Pedagogia Vivencionista”, tem a intenção de internacionalizar essa metodologia que aqui tem dado ótimos resultados. Ele pode ser encontrado no site da AMAZON.

 About the Lifelike Pedagogy:

 “What will children educated through life be capable of in the future? Only an education focused on the experience of real experiments, where the students decide and learn through the achievement of their own enterprise, prepares the child for the challenges that the future will bring, teaching not just the basic scholar disciplines, but also the knowledge that can only be acquired through the experience of life, and yet favoring the development of fundamental skills for a human being to be independent, creative, self-confident and happy”.

PostHeaderIcon Crianças com poderes especiais

Veja a garotinha no vídeo acima. Você poderia pensar: “Ah! Meu sobrinho também é assim, ele acessa sozinho a internet e parece usar o computador melhor do que os adultos”. Já sabemos do que essa geração é capaz. Certo?

Errado! A cada dia fico mais e mais assustado com a miopia dos adultos, especialmente da maioria dos educadores que ainda não entenderam o que significa uma criança de 2,5 anos fazer as coisas que a garotinha do vídeo faz.

Estou falando de poder de realização!

As crianças de hoje podem muito mais do que acessar a internet e enviar e-mails. Elas são capazes de entender suas próprias vontades, fazer escolhas, buscar recursos, entender o seu funcionamento, explorá-los, extrair as informações de que necessitam, criticar e atingir seus próprios objetivos. Seja para chegar ao site da Disney, seja para passar de fase em um novo jogo.

É preciso que pais e educadores tenham consciência sobre os impactos que esse fato terá na vida dessas crianças, infinitamente positivo caso não entremos em rota de colisão com essas crianças, tentando educá-las à moda antiga.

O que quero dizer aqui é que não se pode tratar essas crianças como fomos tratados em nossa infância. Elas são diferentes! Tentar formatá-las sob ameaça de notas vermelhas e cortes de mesada será ainda menos eficiente do que foi conosco. Elas são melhores do que essa lógica e tentar forçá-las irá ampliar muito as já alarmantes estatísticas de depressão infantil.

A motivação e o significado nunca foram tão importantes para a educação. Crianças com poder de realização não irão aderir a regras e avaliações impostas, elas precisam ser educadas de maneira aberta, entendendo e participando da elaboração das regras para poderem segui-las. Mas principalmente, elas devem ter espaço para criar e construir, porque é através da sua própria construção que irão aprender, elas sabem o que querem e não vão se abrir se não tiverem interesse. É quase como uma auto-educação sob a supervisão e estímulo de pais e professores.

Não estou falando de “construtivismo”, me refiro ao passo posterior: obter suas próprias respostas, sim. Mas acima de tudo, formular suas próprias perguntas!

Se você acha que estamos passando por uma revolução, espere essas crianças chegarem ao mercado de trabalho.

Marcelo Rodrigues
www.vivencionismo.com.br
www.escoladomax.com.br

PostHeaderIcon Porque dar a liberdade de escolha ao aluno é essencial (e não cruel)

A maior dificuldade de grande parte dos profissionais da educação está em conseguir atrair o interesse dos alunos para determinado assunto.

Qual será a melhor maneira de chegar a esse interesse? Fazendo, sob ameaça de notas vermelhas, o aluno decorar (ou colar na prova) diversos dados que, para ele, não fazem sentido nenhum? Ou dando liberdade para o aluno escolher os assuntos que quer estudar e, através das suas necessidades, aprender os conteúdos pedagógicos?

Para que os alunos estejam de corpo e alma na sala de aula, é necessário que se tenha motivação e que a atividade traga um significado. Para que a aprendizagem aconteça, o aluno precisa querer aprender determinado assunto. E qual a melhor maneira de se conseguir isso se não dando ao aluno a liberdade de escolher?

O conhecimento humano surge das necessidades que o homem tem de enfrentar os obstáculos. O ser humano passou a dominar a agricultura por causa da dificuldade de conseguir alimentos e do desconforto de uma vida nômade. A roda foi desenvolvida pela necessidade de facilitar o transporte. Assim acontecem as evoluções e descobertas.

Segundo a revista Veja, em uma reportagem sobre a educação, ao aprender por experiências e necessidades, as crianças podem ter o seu conhecimento limitado. Como “não faz frio suficiente na Amazônia para congelar os rios, um aluno daquela região pode jamais aprender os mecanismos físicos que produzem esse estado da água apenas por ele não fazer parte de sua realidade”.

Esse mesmo aluno, porém, pode escolher entender porque não tem neve na Amazônia e porque às vezes chove “gelo”. Ou então, ao estudar sobre esportes, querer aprender sobre patinação no gelo. Até mesmo pode querer vender suco para conseguir dinheiro para seu empreendimento e precisar fazer gelo. E descobrir por qual razão esse mesmo gelo derrete se exposto ao sol. Pode querer também estudar sobre os bonecos de neve ou aprender sobre o Pólo Norte, coisas que sempre vê no Natal.

As possibilidades de aprendizagem são infinitas e aparecem. É mais interessante que elas apareçam em apostilas e sejam forçadas a entrar no dia-a-dia da criança? Ou que elas apareçam naturalmente no dia-a-dia da criança e que, por interesse delas, tragam conhecimentos pedagógicos?

PostHeaderIcon Motive seus alunos

No momento em que começo a escrever essa coluna são 21h30. Aqui do conforto da minha casa acabo de participar de um webinar sobre educação com uma simpática palestrante australiana. Para quem ainda não conhece, webinars são seminários, palestras ou treinamentos, inteiramente conduzidos on-line, com áudio, vídeo e uma série de interessantes ferramentas de interação. Entre os participantes estavam educadores de todo o mundo, especialmente da Austrália e dos Estados Unidos.

Mas o que isso tem a ver com motivação de alunos? Bem, a palestrante deixou o público escolher o tema, e em uma inteligente votação, foi segmentando os temas sugeridos, até que democraticamente escolhemos, conforme orientado pela palestrante, qual o assunto que mais nos despertava o interesse na condução do ensino e da rotina em sala. Sabe qual foi o tema escolhido, tendo a esmagadora maioria dos votos? Como motivar os alunos.

Então em um debate acalorado, surgiram diversas sugestões, de projetos ao uso de substâncias ilegais. Mas analisando com cuidado as sugestões, o que ficou mais claro é que não se sabe como motivar os alunos.

Impressionante! Até mesmo nações ricas e avançadas como os Estados Unidos ainda engatinham na hora de despertar o interesse do aluno pelo conteúdo. Sugestões como o uso de jogos, recompensas, punições e regras de conduta, ainda é o melhor que se consegue em um evento on-line reunindo educadores de diversas partes do mundo desenvolvido.

Em uma era em que se participa de uma palestra on-line transmitida do outro lado do mundo, sentado confortavelmente na poltrona de casa, vestindo qualquer coisa que se usa em casa e sem pagar um centavo, não se pode aplicar o mesmo pensamento de um século atrás na hora de tentar “ganhar” os alunos. Eles já vivem nessa era das webinars, twitter, redes sociais, e tudo mais, os educadores, não!

Não defendo aqui o uso da tecnologia, até porque acredito que a tecnologia em sala de aula é consequência de um pensamento maior, mais abrangente. De nada adianta ter a tecnologia se o pensamento não evolui com ela.

Você quer motivar seus alunos? Pense como eles!

A tarefa não é nada fácil. Mas é preciso parar de ensinar e começar a aprender. O aluno não é mais o mesmo, ele não é mais passivo, embora as escolas ainda insistam em colocá-lo nessa posição, o que agrava a desmotivação. Hoje o aluno precisa “querer fazer” e “aprender para fazer”. Veja os alunos na era da internet (ou das webinars). Eles resolvem todos os seus problemas sozinhos, buscando informações em sites, fóruns, blogs. Um aluno com esse poder de realização não pode mais ser comandado, ele precisa ser desafiado dentro de seus próprios interesses.

Professores, desconstruam seus conceitos e reaprendam a ensinar. O seu aluno mudou.

Marcelo Rodrigues
www.vivencionismo.com.br
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